No sexto dia, Deus criou o homem, a sua obra prima. E lhe deu uma companheira, chamada de Eva, a mãe de todos. Inicialmente, Deus criou o ser humano para ser eterno e perfeito, à sua imagem e semelhança (Gn 1:27), vivendo no paraíso, mas nem mesmo o primeiro casal da humanidade entendeu isso, quando pecaram ao comer do fruto proibido.
Assim sendo, o salário do pecado é a morte, tanto física quanto espiritual, como podemos ver pela história de Abel e Caim. Este último foi a prova viva de que um coração corrompido pela ira e a raiva, é um coração que desagrada a Deus. E o assassinato de Abel é a prova cabal de que o pecado pode sim resultar na morte física. (Gn 4:8)
Mas, voltando ao pecado original, quando Deus questionou a seus filhos sobre o porquê de terem pecado, Adão culpou Eva, que, por sua vez, culpou a serpente. (Gn 3: 12 –13). Este episódio da Bíblia nos faz enxergar o quanto muitas vezes nós não assumimos a culpa pelos nossos erros e não queremos nos corrigir, mas simplesmente “tapar o sol com a peneira”, transferindo a culpa para os outros.
Contudo, a verdade é que neste sentido, tanto Eva quanto Adão estavam errados e, independente de seus motivos, tiveram de ser advertidos e receber sua devida punição; a mulher sentiria muita dor ao parir, e homem teria que tirar seu sustento da terra todos os dias de sua vida para se alimentar e sobreviver. (Gn 3:16-17).
O fato de Adão e Eva terem sido facilmente influenciados a pecar, nos leva a pensar o quanto muitas vezes o ser humano é frágil, manipulável e sem opinião própria, sem convicção do que é certo ou errado. No mundo moderno, vemos muitos jovens “maria-vai-com-as-outras" que se deixam levar por YouTubers e influencers que fazem a cabeça, e só seguem aquilo cegamente, sem ter noção se é bom mesmo para a saúde ou para a vida. Não raramente, estas pessoas que seguem moda não têm autoconfiança nenhuma, nem convicção sobre assuntos mais sérios que podem impactar a vida, como política, religião, filosofia ou economia, por não saberem formar uma opinião sensata, sem ficar repetindo chavões da moda.
Em momentos como este, devemos lembrar das palavras do Apóstolo Paulo: Tudo é lícito, mas nem tudo me convém (1Co 6:12), sabendo filtrar o que realmente precisamos fazer para edificar a nossa alma e espírito, ao invés de se entregar ao mundo.
Ser inconformado com este mundo, também significa obedecer a Deus, fazer Sua vontade e renovar a nossa mente (Romanos 12:2), com coisas que agradem a Ele e que podem nos livrar dos caminhos pecaminosos oferecidos pela atualidade.
PAULO E O PECADO ORIGINAL
Depois que Adão e Eva pecaram, todos nós, seres humanos, já viemos com este mesmo “defeito de fábrica”, o pecado, em nós. (Romanos 5:12). Por isso, em sua célebre Carta aos Coríntios, ele declara que, de Adão, todos morrem (1 Co 15:22), mas, da mesma forma, aqueles que creem em Cristo, viverão (1 Co 15:23), pois Jesus é o nosso caminho e salvação.
Desta forma, devemos nos lembrar de exercitar a nossa fé em Cristo e fazer com que mais pessoas conheçam Sua Palavra, pois neste mundo jaz o maligno (1 João 5:19) e devemos estar sempre atentos às suas artimanhas, pois assim como Deus tem seu Exército, o Diabo também tem seus comparsas, que fazem de tudo para desvirtuar a palavra divina, num mundo em que muitas pessoas presas em suas próprias bolhas, se recusam a enxergar a verdade contida em Cristo.
Assim, é papel do cristão saber se posicionar e carregar sua própria cruz em defesa da verdade e dos bons costumes, apresentando Jesus às pessoas próximas de nós, para que estas, também tenham a chance de se renderem a Cristo, e se libertarem de si mesmos e dos sofismas do mundo pós-moderno.
Além de apresentar Jesus, devemos ser corajosos para confrontar este mundo, sabendo que a busca e a defesa da verdade nos custam caro, mas como bons Imitadores de Cristo, temos que imitar também seu sacrifício, sua perseguição e sua ousadia em fazer o certo.
Não importa o quão difícil seja a batalha, Jesus venceu o mundo (João 16:33), e nós também venceremos.

0 Comentários