Aprendendo com Tinker Bell 01: Tink e a Parábola dos Talentos

— “Se orgulhe do seu talento!” Que talento?! Eu nem consegui fazer essas bobagens funcionarem! — Tinker Bell falando sozinha, envergonhada de si mesma. 

Tinker Bell é a minha personagem preferida da Walt Disney Company, e seus filmes são encantadores, transmitindo bons valores e ensinamentos que, por vezes, podemos relacionar com a Bíblia. Assim sendo, resolvi fazer uma série de textos inspirados nos filmes dela, começando pelo primeiro, e relacionando com a Parábola dos Talentos, ensinada por Jesus aos seus discípulos e registrada no Evangelho de Mateus. 

A palavra “talento”, na passagem bíblica, possui duplo sentido, uma vez que Jesus utiliza uma metáfora para expor sua lição. 

“Talento” era a denominação de uma antiga moeda, remetendo à ideia de tempo de trabalho e esforço dedicado ao Senhor. Na antiguidade, uma moeda talento equivalia a 16 anos de serviços prestados e dedicados. Desta forma, o servo que recebeu 5 talentos, dedicou 80 anos de trabalho, o que recebeu 2, dedicou 32 anos e o que recebeu apenas um, dedicou 16 anos. 

Sob uma segunda perspectiva, “talento” é sinônimo de “dom”, “habilidade” ou “destreza”, de forma que cada um recebe o talento com a intensidade que merece. 

Entretanto, o servo que recebeu apenas um talento, envergonhou-se deste fato e o escondeu. Na animação da Disney, acontece algo parecido. 

Em seu primeiro filme, Tinker Bell descobre seu enorme talento para o artesanato, mas ao ver que suas amigas ajudavam a natureza e iam viajar ao Continente (como elas chamam o mundo humano), Tink envergonhou-se de seu talento, e procurou a ajuda de suas amigas para ser como elas, ignorando sua habilidade natural para as artes, por se achar menos importante do que as fadas da natureza. 

Até que ela se envolve em uma enorme confusão que estraga tudo, mas, ao perceber seu verdadeiro talento e, finalmente aceitar a sua identidade como artesã, ela melhora seus projetos e, com seu jeitinho especial, ensina os amigos a fazerem as tarefas através de suas invenções, apresentando um novo modo de produção em larga escala, mais rápido e eficiente. Ela dedicou tempo e esforço para completar a sua missão de salvar a primavera, fazendo o seu melhor com o talento natural que possui. 

Da mesma forma, não devemos esconder nem nos envergonhar do talento que Deus nos deu. Ele presenteou cada um de seus amados filhos com uma habilidade diferente para que honremos a Ele com nossos dons, com aquilo que sabemos fazer de melhor, cumprindo a missão que Ele nos concedeu desde que nascemos e, até nossos últimos dias, devemos investir tempo, suor, sangue e lágrimas para louvar o nome do Senhor e, em tudo que fizermos, nos lembrarmos que toda a glória é para Ele, que nos conhece melhor que nós mesmos, nos criou, nos abençoou e nos abençoa diariamente, em cada detalhe de tudo que nos cerca, além de ser o único capaz de nos salvar de nós mesmos, e nos fazer reconhecer que somos, acima de tudo, Seus privilegiados filhos. 

Quando entendemos e admitimos a nossa identidade em Cristo, nos libertamos de nossas próprias amarras mentais e passamos a pensar sobre nós mesmos de forma mais positiva, pois, apenas quando nos enxergamos em Cristo, identificamos um propósito maior do que apenas produzir uma arte ou um trabalho qualquer; a profissão se torna uma missão de vida, um ministério para iluminar mais almas, mentes e corações. 

Por isso, lembre-se sempre: seja você a esperança que deseja para o mundo, pois, um pequeno ato pode marcar uma vida para sempre! 💚 

E não hesite em mostrar o talento que Deus te deu, para o mundo: podem te chamar de louco ou tantos outros adjetivos, mas quem diz isso, apenas não encontrou nem seu talento (ou o que fazer de grandioso com ele) e nem a si mesmo ainda e, por isso, tem inveja de pessoas talentosas e bem resolvidas, assim como Vidia tinha inveja de Tinker Bell. 

E, se mesmo as coisas derem errado, pense que você não fracassou, teve oportunidade de aprender mais a cada momento. Thomas Edison teve de tentar mais de 1.000 vezes para conseguir chegar ao resultado final da lâmpada elétrica que conhecemos, mas ele continuou tentando, sem desistir, e investiu todo seu esforço utilizando e honrando o talento que Deus lhe deu! Assim como ele, devemos ter paciência, persistência e perseverança nos planos de Deus, pois um dia, nossas habilidades finalmente serão reconhecidas. 

Ninguém disse que seria fácil, mas Deus nos sustenta sempre! Respeitar o tempo d’Ele faz parte de nosso amadurecimento espiritual e pessoal, portanto, em momentos de angústia, lembre-se que o fardo de Jesus é leve, e que toda lágrima será secada pela manhã. 

Quanto à importância de um talento, vou resumir: 

Um talento se desperta com a curiosidade. 

A curiosidade leva à criatividade. 

A criatividade leva às inovações.

E as inovações às novas invenções. 

As novas invenções levam a novos investimentos.

Novos investimentos geram mais empregos.

Empregos melhores aumentam a qualidade de vida. 

E mais qualidade de vida, melhora a sociedade.

E sociedades bem formadas, impactam o mundo.

E o ciclo retorna, e continua várias e várias vezes. 

Por gerações e gerações a fio. 

Por eras, décadas, séculos e milênios. 


Por isso, não tenha medo nem vergonha de demonstrar seu talento. Honre a Deus e abrace sua missão, pois um dia, este mesmo talento, se tornará um grande legado.

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